A performance do silêncio

 

Em cada olhar se desnuda uma carícia mais tagarela
Redescobrindo a manhã que à cautela reabre o invólucro da
Vida despertando ígnea e mais singela

Ali ressuscitou aquela parcela de tempo onde mergulho
Escoltado entre a imprevisibilidade do silêncio perfeito, solícito
E todo exaltado desejo curando meus ais e lamentos explícitos

O tempo revela e amarrota a solidão numa trivela gentil
Acoitando aquele mágico e brejeiro desejo deixando só uma
Sequela de beijos despontando hábeis, delicados, súbtis

O dia rompe magistral limpando as remelas à luz que povoa
Cada partícula de ilusão tão derradeira estatelando-se nestes
Versos dormitando nos peitos deste silêncio quase curandeiro

A noite emprenha-se da escuridão vilã e tão aperaltada
Que precinto teu preceito abraço chegando inusitado
Mordiscando cada palavra que engendro nestes versos supracitados

Sei de fonte fidedigna de onde surgiram aqueles perfumes
Fraternais, excêntricos assim flertados, arquitectando cada
Meticuloso beijo que almejo feliz e requintado

Sei até como uniformizar cada silêncio para que em cada cântico
Deleitado te infeste de carinhos numa performance de solfejos festivos
Incitantes, orquestrando o amor na pauta dos sonhos mais paliativos

FC

 

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