A dádiva do tempo

À mercê do silêncio fiquei disfarçando cada melancolia
Mais rotunda, iluminando de prontidão o tempo que se
Desnuda numa dádiva de vida fecunda, renovando esperanças
E sonhos repousando na tela de um sorriso tão vagabundo

Na vazia poltrona da noite descansei, ausentando-me
De todas a memórias que jazem esquecidas no tempo
Apático e estático desassossegando o silêncio que desagua
Agora furtivo, murmurante, deambulando, apaziguante

Inunda-se o dia com toda a luz arrastada pelo universo
De lamentos tão desnorteados, desabitando nossas almas
Insaciantes, beijando com galanteios o doce pestanejar
Do tempo lacrimejando destemido, aviltante…redundante

Por fim evapora-se aquela hora intempestiva e inquietante onde
Mergulhamos embriagados e incrustantes deixando no regaço da
Existência aquele maquilhado abraço inescusável e pactuante afogar-se no
Mar de desejos espontâneos, imutáveis , ardendo, ardendo tão, gratificantes

FC

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