A promessa

Consumada a despedida fito o horizonte quedo onde o
Poente agora se expõe ígneo e ledo embelezando a matiz
Estética Atlântica onde no teu Pacífico olhar me acomodo qual
Sinfonia de sorrisos despertando excepcionais e quânticos

Perdi-me no tempo entre dois dedos de conversa
E aquele eloquente momento prometido,gemendo esquivo
Oportunista e subversivo deixando até o silêncio
Indisponível perante o réquiem de desejos mais impulsivos

E foi assim perante a madrugada lasciva que nos atulhámos
De beijos e abraços desesperados e receptivos ficando o tempo a
Putrefazer-se na solidão que agora cavalga fugitiva…a atrever-se, curando
Cada miragem que tenho do ser a exaltar-se e de ti…freneticamente apossar-se

Foi assim que seduzi cada molécula de prazer intemporal
A acender-se perante nós, implorando por uma desenfreada carícia
A apropriar-se do suave silêncio apaziguando o amor a suscitar-se
Esculpindo cada pingo de suor mergulhando despido neste sonho…a consumir-te

Foi promessa refinada num ténue suspiro ardendo insaciável para gáudio das
Paixões confessas…absolutamente impressas na alma até se escapulirem num
Obsessivo delírio fluindo devagarinho e sem pressas até à perfeita junção dos
Seres escrutinados, restituindo-se, assim…predestinados

FC

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