Desejos infinitos…consumados

Dos jardins mais floridos se renovam aquelas felizes
Lembranças medrando numa pétala de luz tão vivificadora
Abrilhantam o sorriso delicado e pacificador que em gotículas
De amor despertam pela madrugada dançarina e tão aliciadora

Pudera eu reservar-te o unificante momento das nossas almas
Para que o amor drenasse esta maiúscula esperança onde trajamos
Toda a fé reverberando peregrina e cheia de pujança deixando o altivo
Pedaço de silêncio usurpar cada réstia de luz renascendo imperial e cativa

Assim devagarinho como quem chama por mim, desabrocha o tempo
Mesclado de tantos carinhos, castrando a solidão que teima em povoar
Minha memória vinculada a esta dualidade de lamentos que quero abalroar
Mal a noite se deite em lençóis de cetim onde cada desejo vou desabotoar

Empoleirados ficaram os aromas acariciantes que refrescam este maremoto
De ilusões tamanhas, espreitando pela empolada tez do teu sorriso que
Desbravo e esquadrinho afadigado, hidratando o poente malicioso, incandescente
Agasalhando nossas almas encurraladas, expectantes…equivalentes, acopladas

Tão oco ficou o silêncio…quase consternado despindo-se neste
Verso que semeio reflorindo um sonho desgovernado, inédito, roendo
A fiel madrugada que velo num feliz abraço carente e predestinado

A cada instante do tempo as flores continuam a roubar o perfume inquinado
Das fugazes paixões, remendando aqui e além as emoções sustentadas
Por um universo de desejos que partilhamos,infinitos e consumados

FC

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