Pedigree do silêncio

Fantasiou-se aquele sedutor olhar descendo
Pela ruela dos encantos e alegrias percutoras
Vestindo e batucando com tons gráceis a luminescente
Caricia passarinhando num dócil sorriso tão complacente

Converteu-se o silêncio num pranto precioso retalhando
A madrugada numa mecânica tristeza tão perniciosa
Espiando o ressonar do tempo adormecido entre pálidos
Sorrisos cíclicos, perecíveis…briosos

O vento pulverizou só a saudade que ainda cobiço
Deixou a solidão toda ela, intacta ludibriosa
Aconchegar-se àquele altissonante momento onde quase
Imortalizados aquietamos o amor repartido em côdeas de
Esperança florescendo dopada e contagiosa

A doutrina destes versos amanhece em cada dia rezando no
Altar onde se ajoelham os murmúrios de uma devoção fabricando
Toda a fé audaz que alimenta o pedigree dos sonhos ungidos na podada
Oração que neste templo de amor remanesce quase cismada

FC

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