Ilusões e ressacas

Na fisionomia de qualquer silêncio retoco a tez da manhã
Tão convergente, adocicada por dóceis vivências que despertam
Persuasivas e codificadas deixando a aura da esperança rendida
Aos pequenos detalhes reveladores de um sorriso que contemplo
Inundando a formosura de todas as ilusões compatíveis e indecifráveis

Há agora excitações e momentos que valsam numa sinfonia
De retóricas tão sofisticadas rodopiando seduzidas pelo suave
Toque do teu tacto que aquieta meus versos ramificados por tantos
E tantos beijos que deixei outrora autenticados

O silêncio desconectou-se dos ecos garridos e elevou-se
Nas vozes do vento em comoção perfurando a solidão
Disfarçada de ilusões ressacadas, rubricadas numa palavra
Desvanecendo neste impio tempo de súplicas e saudades aplacadas

Ainda nascem pelo meu jardim alguns versos algemados perfumando
Um improvisado sonho reescrito na face da poesia maviosa,
Desalmada, namoriscado ad eternum o fulguroso olhar que cioso
Transpira nos poros dos desejos mais traficantes e gostosos

FC

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