No bosque dos segredos

Acendo a fogueira onde aqueço a solidão
Tresmalhada que saltou do meu curral perfumando
Aquele bosque de ilusões onde além revejo o desfolhar
Dos dias reflorestados de amor e tamanhas saudações

Na ablação deste silêncio que repercute toda a imensidão
Dos meus desejos reverdecendo apaziguados renasce
Na ante câmara da felicidade uma madrugada irreversível
Herança do meu imaginário poético, jejuado e remissível

A terra ficou mais garrida…o bosque emprenhou-se de
Flores vistosas, coloridas…viçosas enquanto bebericamos
Uma brisa suave seivando pelos caules do tempo qual
Sussurro aromatizado desta natureza que desbravo num
Segredo finamente esterilizado

Pariu a crisálida um luxuriante som de borboletas
Esvoaçando radiantes alimentando aquele esfuziante raio de
Sol mergulhando na folhagem macia que atapeta o pomar
Frutífero do amor municiando a fecunda solidão extasiante

FC

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