Abraçando o vento

Um canto longínquo amanhece na planície do
Tempo onde nas dunas deste silêncio impaciente
Plantei tantas arrojadas ilusões embebidas nas bravias
Horas irrompendo pela rodovia dos sonhos exímios
Feitos primícias de uma longa oração tão propícia

Abraçando os ventos irrompo pelo dia taciturno percorrendo
Todas as órbitas de uma esperança solidária clarividente
Devorando o serviçal lamento acantonado na esquina desta
Vida sucumbindo numa narrativa de palavras dissidentes

Fiz da paliçada do tempo a fronteira de todas as distâncias
Onde procuro tua sombra tatuada nos braços ternos de uma
Paisagem oclusa, qual ostentação daquele amor contundente, febril,
Deixando no peitoril das paixões um marco histórico e viril

Sulcam os céus aquelas nuvens magistrais deixando um penacho
De beijos sôfregos incendiar o perfume dos desejos flamejando
…e eu por fim, adormeço envolto no sudário do silêncio numa longa oração
Lavrada no tear do tempo onde em seu recato me aconchego à custa de
Um promissório gracejo aparatoso, estupefacto…que ainda cortejo

FC

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