Olhares à deriva

Nem sei mais como definir o tempo
Apenas resta a espera de uma hora degustando
A maciez de um sorriso professo cabendo nas
Memórias trajadas um exasperado momento onde
Semeio uma chacina de carinhos mais travessos

Lastimáveis ficaram os dias adormecidos
Naquelas amachocantes solidões fluindo dos
Nossos olhares à deriva perdurando no tempo
Patenteado num silêncio tão periclitante

Transfigurei o olhar que percorria toda sombra
Vagueante asfaltando com gracejos aquela
Espontânea esperança que desencaixotámos
Na madrugada incógnita inviolável e consentânea

Numa arquitectura de desejos subtis,colectei teus perfumes
Que depois ingeri fantasiando com frenesim um inédito beijo refastelado
Condenando ao gueto das memórias aqueles desolados sonhos
Viajando pela metrópole dos meus lamentos o sorrisos mesclados

FC

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