Apadrinhando a saudade

Em fuga desabitei o silêncio rasgando aquela hora
solitária, imune à felicidade que tresanda pelos poros
do tempo adormecido…expectável
Abandonei-me nas palavras que escrevinhei na ilusão do
momento, remendando cada sorriso cravado na face da
saudade que hoje apadrinhei

Enquanto me ausentava a noite chorava de mansinho
e nem mais deixava a madrugada regar de luz cada
cantinho das minhas memórias navegando à deriva
Bastava sei eu, recostar-me nos teus braços sem mais
prerrogativas para que na amnésia de tantos beijos
pernoitasse a identidade do amor feito rima nesta missiva

O silêncio ficou deserto afundando nas areias do tempo
vestiu-se de alvoradas grandiosas imprimindo à vida
a concessiva esperança consumida numa hora auspiciosa
E enquanto nos teus braços me embrenho mais prolixas e
extensas chegarão as aragens de espantadiços desejos
Ancorados às margens do teu ser que tanto, tanto cobiço

FC

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