E se eu, ao menos soubesse

Como encontrar as calmarias na fronteira
Dos desejos transformados numa sazonal saudade
Embalando minha solidão quase oceânica e repleta
De tanta acuidade

E se eu soubesse como desencarcerar o tempo trajado
de tantos e tantos sinuosos lamentos…abraçar-te em silêncio
recordando depois os ecos da nossa paixão em velamento

Se eu soubesse…lembrava as distâncias que encurtámos numa
Noite selvagem copulando o devorador amanhecer onde boquiabertos
Deixámos tantos beijos tatuados numa hora hilariante
Invídia, tirana, perecível ,indefesa…expectante

E se eu ao menos soubesse com incutir-te o meu ser
Até que em mim te fundisses numa feroz ebulição de prazeres
Cunhava pra sempre o amor lavrado neste tear de sorrisos alienantes
Onde reverdece a esperança afeiçoada a um naipe de sonhos tão empolgantes

FC

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