Sonhos pendentes

Neste exacto momento o tempo concebe
A fecundidade de um sorriso velado num
Transe quase absoluto cuidando deste ser
Recostado no divã do amor assim refastelado

Deixei o colete da solidão pendurado no esqueleto do
Silêncio onde rangem os lamentos encharcados de ilusão
Umedecendo a lívida e desmazelada noite embebedando
A vida repleta de tantos, tantos aditamentos

O luar caiu da minha janela, vagabundo, humilhado
Prostituindo-se entre os vãos de prazeres ardendo
Estupefactos e furibundos, incinerando o tempo esbugalhado
Baluarte de tantas e tantas alucinações pendentes e tresmalhadas

Ninguém mais chorará por mim…senão eu mesmo
Pois publiquei neste memorando toda a dor que enfeita
A montra das minhas tristezas bajuladas, inatas, pastorando
Até o silêncio que fenece maturado…efusivamente confeccionado

FC

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