Sonho ou miragem

Miro o tempo escorrendo num longo carretel de ilusões
Rasgando a calmaria que alimenta todo atrevido silêncio
Onde concebo a vida e um sonho planando cismado
Em plena destilaria do amor efusivamente indomado

Espero sempre a solidão a cada anoitecer
Deixando as desavenças do coração acontecer
Ao aplacar cada palmo destes lamentos padecendo
Na arquitectura de uma tristeza ainda e sempre prevalecendo

Se pudesse…ah, se pudesse elastecer o tempo
Registava todos os resignados beijos que ficaram
Macerando no nosso sonho incandescendo empanturrado

Nestes versos sedentos corporizava as afectividades
Localizadas numa memória predestinada tombando de
Vez ao teu colo onde reavivo aquele beijo feito vénia alucinada

FC

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