Num pedacinho de céu

Ouço ao longe chegar furiosa uma tempestade ventando
Tão auspiciosa enquanto brada cada pedacinho
Do céu com estrondos e luminescências quase prodigiosas
Aquiescendo sequiosa uma trovoada ou um aguaceiro que se
Desprende belicoso da cumeeira do meu silêncio tão portentoso

Dançam os pingos de chuva numa cantilena subtil
Desaguando sobre os beirais da minha solidão mais hostil
Enquanto o aroma dos céus assomam com sussurros e gemidos
Desventrando a noite medrando sedutora e gentil

Ao longe soergue-se majestosa a farfalhante luz aquecendo
Os recantos da alma onde o sumido silêncio prefigura o nutrido
Consolo de um chuvisco bailando ante a adelgaçante pluviosidade
Perfumando o litoral de cada desejo mais fértil e galante

Depois, tranquilas ficaram as horas que passam pela
Polpa dos dias ululantes assobiando em cada brisa
Suave e itinerante aprisionando todo o sonho irrequieto
Vadiando na desordem das melancolias escorrendo em punhados
De gotas que caiem, ariscas, renitentes…edificantes

FC

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