Só por um momento

Derrama o sorriso o fervente olhar
De um prazer quase viciante escalando
A montanha do tempo que percorre léguas
E léguas de um amor tão gratificante

Só por um momento retrato cada sombra
Que se esgueira indómita rechaçando
A arredia luz fulminante pernoitando no regaço
Do silêncio trepidando diletante

Recreio-me neste espaço infindo onde nos
Concebemos eucarióticos e mais humanos, alimentando
As manhãs diletas numa fanfarra de desejos catalépticos
Oriundos de um fecundo amor tão semântico e ecléctico

Dispo as vestes à noite porque o desejo assim me apetece
E as rimas assim metediças reconfortam-me e enaltecem o
Destroçar de tantas solidões acontecendo no alvoroço dos prantos
Que se agigantam…e por fim toda a saudade refém compilam e suplantam

FC

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