Elan dos desejos

A luz que se propaga no limiar do tempo estanca-se
Agora entre as memórias vitoriosas espancando a saudade
Possessa, infinda protagonista dos meus versos tão óbvios,
Bafejados por um temperamento bravio, microscópico…oblívio

Desconectei o silêncio que percorria a longevidade do
Tempo elencado num sonho forjado em tamanha cumplicidade
Fitada num beijo calmamente penetrando no protozoário
Momento fecundo feito ressaca de tantos desejos moribundos

Centrei meu ser na partitura musical do amor onde se
Orquestram aqueles abraços sangrando tanta benevolência
Ressarcindo lúdicos sorrisos ecoando em convergência

E tudo se evapora como uma hora senil desgastada pelas
Miragens do tempo varonil convergindo na imensuralidade
Das palavras que flanqueio num elan de desejos tão gentis

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