Finas brisas

Perfumam-se as brisas no fino colorido dos ventos alíseos
Esbracejam ígneas naquele sorriso escapulindo pelas
Frestas do tempo solitário onde se estancam as palavras
Engajadas num verso abstracto que cortejo…regozijado

O silêncio deixou um ícone nos ecos trajados
De reverberações assombrosas
Multiplicou-se num sofisticado lamento
Patrocínio de tantas ilusões algumas tão majestosas

Esbanjei tantos dias que se perfilam latejando
Pelo semblante das solidões elegantes engravidando
Toda uma paisagem, profanada, adormecida entre
As margens dos nossos desejos mais tonificantes

Lá nos céus cada nuvem pinta um sorriso crónico
Regado com a mais fina brisa de luz despindo o poente
Onde mora toda a vaidade celeste seduzida pela estóica
E extravagante beleza da noite caindo…caindo numa súplica apoteótica

FC

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