No patamar dos céus

Deixo a retórica das palavras embalsamar com tacto o silêncio
Que hipoteco neste brioso tempo abstracto
Informal e intuitivo momento onde se apaziguam palavras adormecidas
No patamar das reflexões sensitivas…metodicamente instintivas

Estilhaça-se a alma em prantos, fechando portas à noite
Que agora desaba desnutrida de afectos
Enquanto nós a preceito nos envolvemos nutritivos patenteando
Mais uma página de vida prenhe de abraços infectos…desinibidos

A carcaça do silêncio sossega infestada de reflexões
Adestradas…aos repelões, unindo nossos seres num flagelo
De delícias breves, felpudas, quais doces e gentis expressões
Que a madrugada recita num escalpelizante apelo fecundo

Enquanto quis mergulhei em todos os abraços que um dia me
Emprestaste embebedando cada centelha de luz que penetra aveludada
Pelas escuridões do tempo num gesto que a todo instante um
Simples olhar assoalha, espelha e escuda

E ficaram as rotinas abraçadas ao indigente soluço que trafega
Impávido e sereno pelos dias esquecidos, sedando a crueza das
Horas que deambulam imersas na perpetuidade de um silêncio estaminal
Marchando na ténue alva que se avizinha assim tão brutal

FC

 

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