Afagos equivalentes

Apregoam os ventos a delicadeza embrulhada
Num protocolar sorriso de tamanha gentileza
Veste-se o dia ninando a luz que pranteia
Escancarada ateando a vida com apaziguadora subtileza

No meu último refúgio planto a madrugada esquecida
Arrastando-se dolente embevecida…permanente
Ensaiando o memorial do amor onde planto o pseudónimo destes
Versos intraduzíveis exalando num sonegado beijo subsistente

O salário pago pelo silêncio…é somente este silêncio
Intransponível afiando a voz que se queda muda renitente
E insuscetível gemendo entre as curvas subtis dos afagos
Indisciplinados irredutíveis e equivalentes

Desperta o adeus mirando nos binóculos a saudade
Passeando impregnada dos mesmíssimos silêncios
Que deixei no anteprojecto dos desejos carentes
Malgrado a voracidade destes versos deambulando convincentes

FC

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