Sem escusas nem rodeios

Velo o semblante da eternidade vagueante
Deixando no tempo retalhos de um sorriso incessante
Calejando com ternura o alfabeto do amor onde
Pinto a essência da vida que se desvenda retumbante

A noite perfumou-se toda com as neblinas que
Se desnudam de desejos desvendados, arquitectando
Meus versos estagiando neste silêncio que medeio
Dissonante e supracitado, sem escusas nem rodeios

Amadurece o tempo perfurando meus sonhos
Quando sonolento peço guarida no teu colo viçoso
Onde cabisbaixas murmuram as marés recatadas
Amarando toda a solidão sedenta e aquilatada

Murmuram os ventos, recrudescem as paixões
Desfilando nas manhãs brumosas navegando em coloridos
E fecundos desejos preteridos onde até as sombras
Narcisas espelham suas imagens espairecendo supridas

E a luz das manhãs disfere suas luminescências bravias
Àquele desesperado lamento sentado no divã das memórias
Encobrindo o véu da minha saudade, inquirida por um beijo
Temperado com uma circense felicidade tão peremptória

FC

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s