O clone do silêncio

Profundo é este silêncio, porém seus ecos
Ele revela traindo a solidão intolerante que
Responde autoritária repetitiva e beligerante

Agarrada ao tempo vaga a madrugada quase
Devoradora mastigando os gomos de luz que
Sangram pelas frestas do silêncio clonado

De delírio em delírio refugiu-me pelas levitações
Do meu vocabulário intimando estes impoluíveis
Versos ardentes e arguciosos clamando apetecíveis

O corpo de cada sombra vigilante e passional
Desperta agora inquietante incandescente excepcional
Até que se converta o amor num poema latejando irracional

Tão macia se tornou esta noite que me excitam suas
Melodias despindo todos os desejos ígneos litigantes
Corroborando aquele abraço que nos contunde assim inebriantes

Mergulho por fim meus prazeres ousados onde
Clono este silêncio ululante e lesado perfumando
As paixões coruscantes, supremas…estimulantes

FC

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