Surfar o éter

Desembarcar surfando no éter do tempo
Anestesiados afogamo-nos imarcescíveis
Pranteando o mar até que se calem as ondas
Rugindo…rugindo insuprimíveis

Coram as maresias que se revezam entre margens
Esguias e lacrimejantes salpicando o oceano com o amículo
Do silêncio que veste a noite deslizando sossegada e gotejante
Breve emoção sulcando a maré que reverbera incrustante

Nos céus se espelham as metediças meditações do imenso mar
Aromatizando com assédios todo o amor que navega pelo
Langôr do tempo inâne diluído em fragâncias expectantes
Estendidas entre os cílios da solidão quase exorbitante

E a sede que já era tanta…tamanha,afogou-se num suplício
Rugindo à beirinha da praia desvendada… imaculada, surfando
Em cada milénio que jazia na periferia do tempo artístico, excitante
Engajado na esperança enchendo o dia com algazarras insinuantes

FC

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