Silêncio selvagem

O dia descerra suas pálpebras e toda
A calmaria do tempo exulta de olhos fitos
Na beleza formidável cortejando este silêncio, extenso
Saltitante, pairando qual incenso inolvidável e traficante

Espreguiça-se a lua dormitando seus raios ao
Colo de uma noite selvagem flutuando no súplice
E impassível semblante da hora avulsa minguando
Ao dardejar da luz que fumega colérica apetecível

Austeros se tornam os desejos mesmo quando
Pernoito neste verso esbravatando todas as harmonias
Estancadas num lamento surdo, impassível qual eugenia
Onde me recreio pelos plaustros do tempo irremissível

O silêncios aos solavancos delicia-se pelas nuvens
Que retemperam os azulados céus intemporais morando nos
Aposentos da vida feita adorno num momento imersível e magistral

E por fim desmaia o poente impregnando a tarde irreversível
Que fenece onírica numa lauta osmose  fundindo-nos
Na esfíngica noite que boceja inflamável e incorruptível

FC

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