Anfiteatro dos silêncios

Ficaram suspensas as nuvens clamando
Na tempestade
Balouçam no sulco do tempo que respira nos
Braços de tantas solidões informais temperando
Aqueles aguaceiros breves e sazonais

Respiro a manhã pontual que renasce a
Cada dia, embandeirando a luz abstracta
E virtual que acorda meu vocabulário
Poético e casual passeando no anfiteatro
Do silêncio quase colossal

É como namorar o corpo da solidão
Desnudá-la de prontidão alimentando
A fachada imóvel dos sonhos em reclusão

Respiro o ar das maresias constantes
Acariciando cada lamento vagando por entre
As bermas de todo silêncio intemporal e saltitante
FC

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