O perfil da solidão

As formas do tempo entreolham-se
Contemplando o perfil da vida clamando prolífica
Desagua camuflada no silêncio quase absoluto…imponente
Performance de um sorriso breve, felino…conivente

Destino delicado este sem vacilações
Andando perplexo pelas esquinas do tempo
Sem mais aspirações abandonando a fosfórica
Luz que se defenestra noite dentro tão eufórica

O imaginário solta-se e cavalga a lauta madrugada
Subjugada pavoneando-se entre a conversível luz
Estendo suas adocicadas luminescências imprevisíveis
Até que o dia se sature e feneça imperceptível

Fui nau navegando no Pacífico oceano
Bonança dos bons ventos Índicos andantes, provindo
De brisas persuasíveis e refrigerantes, esquecidas
No Atlântico desalento que partilho numa ilusão tão fulgurante

Apresso as memórias que alimento em solidão
Esbanjo se preciso a emoção que circunscrevo nestas
Fragilidades tão precárias, disfarçando a vulnerabilidade
Da esperança, improvável, impalpável…hibernando solidária

FC

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