Meu vício

 

 

– à Noemi, Ciro e Lucas meus filhos

É tempo de prolongar todo o tempo apetecível
Deixar abastecível o amor espreitando camuflado entre
As varandas da existência que corre voraz quando acaba
Esta madrugada e nós conciliados nos atrevemos…persuadidos
Mergulhando no infindo sonho brotando dissuadido

Sei onde jaz o epitáfio dos meus versos
Insaciáveis submissos dispersos quando nos viciámos
De vez, contentados, procriando excedidos, a vida
grunhindo decidida, reiterada…suplantada, implodindo

No sossego garrido da noite em intensos abraços
Onde coexistimos veementes
Seremos então…desvendados, complacentes
Ternamente…lapidados e reincidentes
Pavimentando a eternidade solene…aprumada
Violando o silêncio da solidão inexoravelmente consumada

FC

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