Apenas outro dia…

Deixo meus olhos fixos na tranquila noite pousando
Nos estores da minha janela reaberta ao desejo traquina
Febril solidão que destilo numa osmose estilística
Pulsando intáctil ao redor do silêncio tão viril e versátil

Apenas outro dia se seguirá a muitos outros
Soluçando na desordem das memórias idas
Madrugando em cada hora despida, selvagem
Refazendo intocáveis sonhos ariscos…em vadiagem

O dia apronta-se prenunciando a manhã que desperta
À hora certa, espreguiçando-se ante o corpo do tempo
Emboscado pelas sombras da luz uivando alerta
Até que o eco das sublimes gargalhadas o dia flerta

Subserviente ficou a saudade que disserto
Em palavras quase incipientes…sem tutela
Arrogadas a um monte de rimas indefectíveis
Esconchavadas e sem clientela

Apenas outro dia…um dia mais amortecendo
A madrugada que tomba incinerada pelo bordado
Do silêncio que esparjo na alvura de uma ilusão
Erguida periclitante no busto da vida que reverbera expectante

FC

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