Um dia vou voar pra longe…

Elevar-se ao infinito, ir para além
Do além rastejando pelas nuvens imensas
E aladas até pousar nos galhos do tempo
Bebericando este horizonte que se despenha louco
Empurrado por ventos intrusos, jactanciosos…eufóricos

Na rota migratória dos tempos levanto voo um dia
E vou pra longe onde na noite reine aquela brisa
Suave e saltimbanca dando asas à imaginação
Que se eleva numa leveza atónita pastando pelo
Aprisco dos silêncios dialéticos e líricos

Um dia vou voar, eu sei, subindo ao maior penhasco
De todas as alturas possíveis, e de lá, num pas de deux
Esvoaçar pelas dançarinas estepes da esperança qual
Bailado coreografado pela Divina e arabesca bem-aventurança

Farei das alturas minha morada excelsa brincando com todos
Os arco-íris pendurados na chaminé dos céus flutuando como
Plumas de um quântico silêncio medrando audacioso
Até que a eternidade de todos as manhãs, enfeite e deguste
Este amanhecer despertando auspicioso

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