Canto da sereia

Entrei pelo auditório do silêncio e pernoitei discretamente
Recostado entre as sobrancelhas do tempo pestanejando
Felino e a queda pluma de luz navegando eriçada neste mar
Que peregrina assim tão traquina e mediatizado

O canto da sereia irrompe das profundezas marinhas
Arrebate de um cancioneiro esbelto rumando a cada
Labirinto onde afogo meus desejos jorrando em réstias
De ausências e saudades tão viciosas

Rendido ao infinito que desponta ígneo
Aguardo sereno o ondular manso de cada onda
Maviosa se elevando arrebatadora e radiosa

De tocaia ficaram os sentidos amordaçados a um
Tempo onde primam os abraços de tamanha afabilidade
Agora à mercê de um sonho que desponta enfeitiçado

FC

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