Discurso lunático

Algures no tempo o ritmo dos silêncios deixa
Um improvisado cântico erguer-se numa brisa felina
Regando com ternura o musicar do vento que sussurra ante
A brochura da vida fotografada nestes versos emoldurados
Que deixo no conluio das paixões deflagrando esfomeadas

Rasgo a folha das memórias onde assento aquelas
Saudades em fúria descongelando cada sentimento
Sufragado neste insano e repetitivo momento de tempo
Encavalitado no silêncio descafeinado e punitivo

O discurso enferrujou-se no frescor na noite cacimbada
As palavras aflitas e solitárias agasalham-se na leve
E seduzida esperança apetitiva e mercenária
Entrelaçadas a uma 5ª sinfonia rodopiando paritária

Tomei-te nos braços arrochados da existência
Deixando o esdruxulo e lunático dia em estado de coma
Busco o ténue prazer itinerário que reinventado se fende
Em sonhos ilusionistas gingando tão exibicionistas

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