À mercê do tempo

Em fuga a vida envelhece em sabedoria
Deixa suas marcas no tempo num jeito
Romântico curando o silêncio ao monitorar
Cada ruga que ficou na face aposentada
Dos sonhos contristados e galantes

As sombras do rejuvenescimento ficam
À mercê do tempo que se maquia despertando
Na alma o expectante sorriso incrustado nos lábios
Onde nos convertemos à juventude perpétua e apaixonante

Ciosa a noite morre devagarinho…e depois desponta
Um dia renovado empoleirado nos afectos que
Florescem na maciez do tempo elásticamente
Ressarcido e petulante

Frederico de Castro

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