Coreografia das memórias

Para lá do horizonte onde reluz
O dia vaidoso e feliz cortejo cada
Hora badalando entre a malicia de
Um olhar habilidoso e o gratinado
Sorriso que desponta gracioso

Assim submerge o tempo, elástico
Subtilmente
Reciclando as memórias mais banais
Absolutamente
Coreografia dos ventos plastificando
Uma gargalhada que levita surpreendentemente

Todo meu pesar deixo encaixotado no pátio
Do tempo onde nos recreámos veementes
Confortando a noite que nos louva assídua
E quase demente

E ainda que radique dos pensamentos
Aquela saudade que me mata copiosamente
Reservo o degustado desejo das tuas delícias
E carícias com que me farto assim integralmente

Foi ali que deixei os anseios despidos afogados
Em prantos rogados decompondo a marcha
Das palavras impulsivas,agora homologadas
Completando o monólogo de todas as tristezas
Anónimas, inesgotáveis…incessantemente empolgadas

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