Com vista para o silêncio

Mergulho num profundo sonho onde interpreto
Cada milímetro deste silêncio quase inexprimível
Unindo todos os ecos pressurizados pela paixão
Tão caudalosa, impreterível…meticulosa

Com vista para o silêncio incubo todos os
Ais banalizados baralhando a escuridão que
Tateia pela luz sincronizada em cada lamento
Mais imprevisível,penalizado, restrito e impoluível

Declamo ao tempo este súbito e leviano
Silêncio esvaziando a madrugada que se
Incorpora na esperança conivente e imunizada
Pela hora escapulindo irredutível e actualizada

Só a música dá corpo ao silêncio assim como
O ar vida à alma
Duas conivências que transportam no tempo
A expressão plena do sentimento nutrindo
A existência quântica dos nossos seres que
Se emprestam infinitos, desmedidos…românticos

Dei à luz este ungido silêncio pernoitando em
Cada implorada palavra que engravidou a vida
Iluminando o santuário do amor impresso no
Extravasado momento de tempo colapsando
Impetuoso e coeso

FC

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