Concepção

Fertilizei cada pensamento que pulula
Na placenta do tempo
Nutri todos os sonhos amamentados
À luz dos desejos que revejo apaixonados

Estéril ficaram só outras tristezas diluídas
No hibrido momento de tempo deixando
Na pelúcia da vida um sedado grito da
Alma fecundando requintada

Reproduzem-se mansamente as células
Deste amor tamanho numa exocitose plena
Lunática, febril libertando cada proteína adocicada
Com beijos gentis e quase atarantados

Por fim dei à luz na maternidade dos meus
Silêncios o filho do meu amor…a poesia
Repleta de sinapses airosas unindo esta
Bioquímica de amor envolvido no endométrio
Dos meus sonhos excitados e assombrosos

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