Ontem a solidão…

Ontem o tempo chegou e pavimentou
Todo silêncio tristonho, afoito
Herança da brusca solidão tão explícita
Caiando as paredes das memórias
Perdidamente inóspitas e lícitas

Incerto meu destino estigmatizado por
Tantas despedidas proscritas encenadas
Em cada improvisado instinto mais indómito
Atenuou a espera que desespera
Inacabada e austera

Dei ouvidos a estes versos loucos
Nascendo eunucos…esporádicos
Abotoando meus silêncios peregrinos
A toda ilusão provisória que cotuco acanhada
Recíproca e persecutória

Passaram disformes os dias de outrora
Alguns desgarrados, simplórios uniformes
Aninhados a um calendário calcorreando vendado
O tempo indefeso servil e blindado

No organograma dos tempos reescrevo
Os versos que perscruto no vento ainda
Famintos, predatórios acendendo a longínqua
Esperança velando cada sonho nascendo propiciatório

FC

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