Saudades traquinas

Trago nas mãos a suave delicadeza
De um desejo esvoaçando na madrugada
Embalada em serenatas de gentileza

Aconchego a luz de cada estrela
Dormitando ao colo deste silêncio embriagante
Germinando crónico quântico e exorbitante

Percorro agora todos os itinerários do tempo
E reencontro na laje das memórias uma
Avalanche de sonhos pavimentando a saudade
Traquina, engalanada de felicidade que me fascina

Bailam ante o desventrar dos dias soltas palavras
Ditas em surdina consumindo a nudez da noite
Onde estampo a versão actualizada dos nossos
Seres consumidos, desvendados com total voracidade
FC

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