Sonoplastia do silêncio

De repente despertamos as memórias
Pousando de mansinho no baú do tempo
Enfadonho momento este ressuscitando toda
A saudade que madruga latente chilreando no vento

Na distância que cintila na noite
Revela-se o palio momento que cobre
A luz cristalina embrulhando nos véus do
Imenso céu o tempo se abrindo de espanto
E reverência tão felina

Ao desembrulhar as esperanças retidas na memória
Assinei o protocolo onde rabisquei cada momento galanteador
Repousando na briosa imagem resistindo com valentia
Ao rebelde silêncio madrugando apaziguador

A solidão deixou na sonoplastia dos dias um cântico
Enlevado, fecundo mergulhando com mestria na
Resoluta efeméride ilustrando a saudade que ficou
Ancorada ao cais dos desejos imensuráveis e fatais

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