Luz imperecível

O tempo não dura muito tempo
Escapa-se bem devagarinho varrendo cada hora
Apressada num súbtil e sucinto eco espampanante
Depressa se extinguindo de rompante
Ausenta-se pela serenidade da existência desafiando
O calendário da vida escrutinada de tempos a tempos
Num simples e fiel burburinho ressonante

Despe-se a noite em pétalas de luz imperecível
Embebedando a revivida e embriagante solidão
Quase apetecível
Caprichoso este silêncio que saúda a imutável
Memória caminhando na carruagem da ilusão
Temperando cada lamento com tamanha sofreguidão

Deixo meus versos impregnados de tristeza
Adormecer no túmulo do silêncio passível
Suscito ao tempo o aroma de cada hora vertida
No lascivo momento latente onde me embrenho
No véus dos desejos que anelo sem contrapartidas

Diluo-me lentamente recobrando uma aurora
Que desponta num alvoroço de sonhos incorruptíveis
Colhendo o andarilho perfumar da manhã refém que
Agora desperta meiga audaciosa inexprimível

Antevejo quase em delírios o chegar da eternidade
Serena inédita, arrebatadora
Ágil silhueta encantadora trajando toda a luminescência
Apaziguadora que agita a predestinada paisagem
Renascendo seduzida e avassaladora

FC

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