Versos lunáticos

Cai a noite de mansinho
Soltam-se intempestivas luzes
Pousando nos véus nocturnos
Da solidão adormecendo sorrindo

Cativo ficou o luar dançando entre
Os luzeiros majestosos que bramem
Ao fraterno silêncio deambulando
Entre cânticos de esperança sumptuosos

Com afagos subtis adocico o gosto das memórias
Enxaguando a saudade reflectida no mesclado
De ilusões comprometidas
Imprevisível eternizar de uma saudade transbordando
Sintomática e consentida

É tempo de regar todo o sorriso renascendo na
Quietude das palavras que flutuam no abissal eco
Reverberando pelo dorsal do silêncio tão colossal
Ensurdecendo cada gritante desejo tão passional

Trauteio uma inconfessada melodia apaixonada
Sintonia ignota dos lamentos e emoções aglutinadas
Na plataforma do tempo aplainando a vida rugindo
Pelas artérias de nossos corações num abraço urgindo

Deflagra por fim a plena solidão induzindo a
Alma calada ao degredo sereno em infusão
Brame aquele sonho aromático colorindo cada
Tom mágico em breves sustenidos mediáticos
Ovacionando este verso que te ofereço quase lunático
À margem de qualquer acordo artográfico

FC

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