Trocadilhos e inconfidências

Estanquei as memórias que amadureciam
Pelos ramos do tempo
Imaginei seus frutos pendurados no cipreste
Da vida camuflando a dor que alastra em
Preces rigorosas degustando toda uma fé
Reagindo inaudível e vigorosa

Embalo o anonimato da vida em cada
Desenfreado badalar das horas
Conforto o silêncio que matura equivocado
Apregoando a retórica de uma promessa
Que alimento briosamente apaixonado

Cansados andam meus pensamentos
Pois perdi-me num trocadilho de inconfidências
Escondidas em cada palavra omissa
Alimento da gula ou paixão hipotecada na abcissa
Linha de tempo onde me acoito submisso

Vai chegando agora a Primavera e ela
Descongela os amores em tufos de plena
Alegria revelando o subversivo desejo
Extinguindo o sucinto verso em festejos
Quase persuasivos

Depois da escuridão eis que renasce qual
Fénix toda a luz cantarolando a formosura
De uma manhã peregrina e soberana
Despertando no opúsculo dos dias finais
A finita existência deixando somente um canto
De improviso vagueando insano e inciso

De olhar em olhar pouso a tez dos meus
Sussurros nas memórias umbilicais que
Acomodei no ventre do destino
Revejo só a cíclica caricia que ficou sufocando
Consumida coabitando no prazer de uma
Paixão literalmente ressarcida

FC

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