Anoitece prematuramente

Brandamente se deu o reencontro
Do tempo, perdido, sem destino
Iludindo todas as memórias desenfreadas
Implorando pelas artérias das saudades
Hasteadas no silêncio confortável e refreado

É tempo de manufacturar cada dia desaguando
Na movediça esperança quase enfurecida
Divagar, devagar, devanear, esperar, sufragar
O bramido que brame rechaçado

Descalçar o tempo estancado em cada
Segundo resignado
Pernoitar no silêncio imaturo latente
Ganindo no sepulcral desejo multifacetado

Assim anoitece prematuramente dando cada
Sonho um torniquete ao fio de luz estático
Descompassando o sistólico momento onde
Me enfarto num cardíaco carinho que suplico
hiperbólico e telepático

FC

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