Apelo das memórias

Tantos caminhos percorri depositando
As memórias recônditas no seio do tempo
Amarinhando o silêncio em festejos dóceis
Cuidadosamente atados num feixe de
Saudades furtuitas e memoráveis

Estou de partida abalando daqui e chegarei
De pronto a todo lugar onde pernoitem as
Lembranças esquecidas ardendo nos ventos alíseos
Embriagando as marés vivas perenes velejando além
Fronteiras deixando um beijo clone na misancene da
Vida por aqui passando tão sorrateira

Na longa viagem ao passado embrenho-me
Neste fóssil desejo que desenterro mumificando
A colossal descoberta de tantas palavras reconstruindo
O piramidal momento onde deposito os restos mortais
De um faraónico amor tão real

Embalo com carinho o meu cotidiano que agora
Desperta feroz e pirotécnico
Alimenta a adrenalina que trafega viril nesta rotina de ilusões
Ocasionais e arquitectónicas
Presságio subtil galvanizando um sonho suspirando entre a
Lassidão de um verso fotogénico e o silêncio que se esvai
Profiláctico, verídico e letárgico

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