Devasso silêncio

Soltas vagueiam as palavras como
Ondas surfando no burburinho
Hídrico do silêncio pontual
Inundam o marulhar costeiro feliz
Quebrando seu desaguar marinho
Num tsunami deslizando assim tão brutal

Guardo ciosamente os restos da saudade
Acantonada no baú das memórias eternas
Busco pela areia todas as pegadas enviesadas
Travessas que se espraiam junto à tímida
Solidão farfalhando no cetim de um desnudado
Desejo tresmalhado

Lá do alto, da sacada da nossa janela
Vislumbro o dia retroceder e a noite
Demolhada no teu perfume feliz adormecer
Iluminando a morna ilusão tropeçando em cada
Devassado silêncio a ensurdecer

Agarro-me à aba do tempo que se retempera
Empunhando a melodiosa esperança florindo
No regato da vida serpenteando e sorrindo
Mal a graciosa saudade cinzele todas as palavras
Bailando neste seduzido cântico ocluindo

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