Praia sonolenta

Uma onda que se espraia beijando a maresia
Do tempo que se afoga numa iminente parusia
Enrola na areia a espuma perfumada de tanto, tanto
Navegar até que as águas se eclusam num verso fecundo
Ludibriando a tez dos meus silêncios enchendo o mar
Que todo mar depois revoga trespassa e difunda

Quebra-se o mar em partículas
Oceânicas de amor que trafegam livres ondeando
À socapa pelas rotas marítimas refinando todo o
Desaguar de um lágrima que se diverte bolinando

Consumada a despedida fito o horizonte quedo
Onde o poente agora se expõe ígneo e ledo
Embelezando a matiz estética Atlântica onde
No teu Pacífico leito me acomodo qual sintonia de
Amor despertando nesse Índico excepcional e quântico

Entrelaçada à noite cautelosa que fecha a cortina
À glamorosa luz teço de mansinho um ondulante
E ululante verso amarando as margens do nosso mar
Desembarcando num veloz e excitante beijo vagante
Que marulha em cada onda que namoro risonha e ofegante
FC

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