Bebendo a fé

O que habita em mim floresce no tempo
Desagua em lindas e múltiplas Primaveras
Desentorpecendo a manhã encantada jardinando
Todo o olhar que os olhares delicados desenham
E temperam

Escorre quase malicioso este tempo pulsando livre
Fugindo pelas frinchas do dia enlutado gizando
Uma hora esguia estupefacta ressoando em cada
Pedacinho de desalento adúltero e turbulento

Tirei da existência todos os socalcos de solidão
Onde aplainei minhas crenças suturadas incontidas
Dando de beber à fé alimentando resignados corações
Agasalho de muitas…tantas esperanças e renovadas
Ilusões mirando cada sonho lapidado e convertido

De uma brisa singela espalhafatosamente alegre
Saiu de mansinho um verso migrando numa prece
Catapultada neste indelével silêncio que contemplo
Concebendo à madrugada a tonalidade e o frescor da cada
Dia renascendo deslumbrado opulento e suprido

FC

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