A espessura do silêncio

As palavras insinuam a nesga do tempo
Por onde flui todo o silêncio
Em cascatas de perfumes mágicos desenhando
O colorido véu de flores nascendo arfantes
Sílaba a sílaba efémeras e inebriantes

Fecho meus olhos e só sinto a espessura da
Luz diluir-se pelas frestas da existência onde repousa
A ténue palavra escrita com tamanha mesura
Registo de tantos sonhos encenados, gritando com candura

Atiçam-se as palavras derradeiras balbuciando
Um gesto inquieto descortinando a líbido da manhã
Renovada e tatuada na alma em clausura…ciclo de
Tantos desejos viçando em mil e tantas travessuras

Pontual regurgita cada hora derradeira tecendo todas as
Solidões segundo a segundo…olhando de soslaio para a
Saudade escudada nas memórias em miniatura
Calado grito aflito que trespassa até o silêncio em ruptura

FC

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