Abraço da alma

Ando à mercê de uma saudade doida varrida
Linchando cada sonho mais desfortunado
Gemendo entre as giestas gráceis fossilizadas
Numa palavra eufórica e remida

Sem rumo certo vadiam os olhares melancólicos
Pela paisagem dos meus lamentos levando nos ventos
Os pigmentos dos sonhos delicados sossegando a matiz
De cada dilacerado desejo infiltrado no tempo codificado

Ali um breve instante que trepida
Acolá um eco que demora reclamando
A resposta lenta arquejando trémula e ferida

Depois o silêncio somente o silêncio abrigado
Neste calejado tempo onde abraço a alma
Colorindo cada pixel do amor sorrindo mitigado

FC

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