Segredos proscritos

Nesta osmose de silêncios profanos
Passeiam descalços sorrisos na
Simbiose das metáforas acariciantes
Metástases diluídas em palavras recicladas pela
Anatomia de um olhar poético…inebriante

Depus o quântico momento a teus pés
Assim de rompante sangrando ainda a noite
Absorta num sonho assíduo, retrato do rebuliço
Desejo encastrado no púlpito de um verso
Que morre quase anónimo e abstracto

Deixo-te esta missiva implantada no ónus
Do tempo recluso…entropia desordenada musicando todos
Os silêncios onde tropeço no recato momento recôndito
De um sonho esquecido na marcha fúnebre da vida
Espasmo delirante qual desejo prevaricando proscrito

O choro embeleza o breve olhar espelhado nas faces
Enrugadas de uma sombra sensual decompondo o cinismo
Deste tempo que disseco em cada estágio nocturno reflectido
Num segredo gesticulando inefável, explícito e incalculável

Dilaceram-se os dias excitados vibrando no enleio
De um cântico inenarrável precipitando esfomeadas
Gargalhadas convertidas nesta fé
Inexplicável e contemplativa
Rasgando as vestes do amor e da solidão assim
Patenteada e apelativa

Segredos proscritos…erigidos na herança
Dos meus silêncios agora resignados
Parindo um gracejo que se refastela
No hexágono momento onde procrio o amor
Exposto no mausoléu das paixões que recrio

FC

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s