Ecos da alma

Sigo a trajectória dos ventos
Acariciando as paredes do tempo
Onde estucamos uma carícia adocicada
Com os sussurros da vida alegremente
Num sorriso barricada

Suspiro por um sonho escondido
No lagar da vida onde vindimo cada flexível
Gesto atordoado e o pericárpio do amor florindo na
Colheita de palavras vagabundas rejuvenescendo
Exuberantes e fecundas

O caminho, faz-se caminhando
Rotina do tempo indecifrável areando a noite
Permeável pastando na via láctea
Nua, acutilante, residência íntima dos desejos
Descarrilando em cada película de perfume
Semeado na derme da alma gemendo num queixume

Que a madrugada me possua replicando nos ventos
Os ecos das paixões soberanas deixando neste
Silêncio quase genético os sabores abençoados
E famintos alimentando cada tímida oração incólume
Onde deposito palavra por palavra a fé ainda que adiada
E semântica numa súplica…qual prece galardoada e romântica

FC

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