Não me ames…(até que me esqueças)

Soltei um gomo de luz que provinha
Desse olhar peregrino
Cercando a claridade reflectida
Num sorriso matreiro…sem destino

Foi um falso adeus, agitado
Esgotando o tempo que cessa enlutado
Soltando as amarras da saudade
Deixando a luz sem mais luz…na escuridão
Breu de um silêncio obsoleto e desfragmentado

Nem pude mais bajular os dias regurgitando nas
Minhas memórias, o sabor dos beijos que compilámos
Pois o destino outrora embebedou-se de um sonho
Manietado, desamparado tragando até a lágrima espontânea
Que  sucumbe longilínea e simultanea

Com vestes de alegria colori o corpo da noite
Acontecendo num acto contrito e redentor calafetando
Os atalhos de uma hora nua, alada em seus ecos
Ensurdecedores madrugando atarefada

Até que me esqueças num dia qualquer
Deixarei algemados no rascunho do tempo aquele
Aprendizado de abraços tatuados nas nossas impressões
Digitais…furtivas…generosas, selectas, quase labotoriais
Seduzindo o cortejo dos perfumes inéditos onde sossegam
As fantasias das nossas solidões totais

Deixo-te sem apelo nem agravo os sussurros e
Silêncios das nossas malícias astutas e certeiras
Completando o vocabulário das ânsias e desejos
Resgatados no talude do tempo onde o eco das paixões
Cala e traga voraz a nostalgia do amor compilado naquele
Almanaque das nossas coreografias e emoções fatais
FC

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